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14 de abril de 2010

ECIVALDA SANTOS

"A VIDA, PARA SER VIVIDA COM TODO AMOR DESSA VIDA, É NECESSÁRIO QUE HAJA VIDA DE OUTRAS VIDAS" (autor desconhecido)

Este poema é uma confirmação do significado da interação social, que o homem isolado é uma ficção. a interação social é o processo que se dá entre dois ou mais indivíduos... Em síntese, dependemos uns dos outros para nos socializarmos.

8 comentários:

Taiane Leite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fab disse...

Psicologia Social no Brasil
A psicologia social no Brasil tem início nos estudos etnopsicológicos de Nina Rodrigues em 1900, O animismo feitichista dos negros africanos e As coletividades anormais, ou melhor, como coloca Laplantine (1998) nos estudos que revelam o confronto entre a etnografia e a psicologia. Materiais etnográficos recolhidos a partir de observações muito precisas são interpretados no âmbito da psicologia clínica da época. Nina Rodrigues considera os problemas da integração das populações européias às advindas da diáspora africana que segundo ele constituem o principal obstáculo para o progresso da sociedade global.
Muitos autores brasileiros seguiram essa linha de raciocínio que oscilava entre os pressupostos biológicos racistas da degenerescência racial, uma interpretação psicológica (instabilidade do caráter resultante do choque de duas culturas) até as modernas interpretações sociológicas iniciadas a partir de 1923 com os estudos de Gilberto Freyre autor do reconhecido internacionalmente Casa grande e senzala.
Com o título de Psicologia Social vamos encontrar o trabalho de Arthur Ramos (1903-1949) foi o professor convidado para ministrar o curso de psicologia social na recém criada Universidade do Distrito Federal no Rio de Janeiro (1935) e logo desfeita pelo contexto político da época. Não fugiu a clássica abordagem do estudo simultâneo das inter-relações psicológicas dos indivíduos na vida social e a influência dos grupos na personalidade mas face a sua experiências anteriores nos serviços de medicina legal e médico de hospital psiquiátrico na Bahia tinha em mente os problemas da inter-relação de culturas e saúde mental (com atenção especial aos aspectos místicos - primitivos da psicose) retomando-os a partir das proposições da psicanálise e psicologia social americana situando-se criticamente entre as tendências de uma sociologia psicológica e uma psicologia cultural.
Nas últimas décadas a psicologia social brasileira, segundo Hiran Pinel (2005), foi marcada por dois psicólogos bastante antagônicos: Aroldo Rodrigues (empirismo e que adotou uma abordagem mais de experimental-cognitiva, por exemplo, de propagandas etc.) e, mais recentemente Silvia Lane (marxista e sócio-histórica).
Silvia Tatiana Maurer Lane e Aniela Ginsberg foram professoras fundadoras do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social da PUC-SP o primeiro curso de mestrado e doutorado da área a funcionar no Brasil, entre 1972 e 1983. Onde psicologia social é uma disciplina (teórica/prática) referendada em pesquisas empíricas sobre os problemas sociais brasileiros. Os textos desenvolvidos por professores e autores escolhidos são adotados como bibliografia básica na maioria dos cursos de Psicologia do Brasil e, também, em concursos públicos na área da saúde e educação. Receberam o prêmio outorgado pela Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP), em julho de 2001.
O psicólogo bielo-russo Vygotsky - um fervoroso marxista sem perder a qualidade de psicólogo e educador - foi resgatado por Alexander Luria em parceria com Jerome Bruner nos Estados Unidos da América, país que marcou - e marca - a psicologia brasileira. Em 1962 é publicado nos EUA, e após a saída dos militares do governo brasileiro, tornou-se inevitável sua publicação no Brasil.
Os psicólogos sociais sócio-históricos, produzem artigos criticando o Estado e o modo neo-liberal de produção que tem um forte impacto na produção de subjetividades. As práticas são mais ativas e menos desenvolvidas em consultórios, e a noção de psicopatologia mudou bastante, reconhecendo como saudáveis as táticas e estratégias de enfrentamento da classe proletária.

fab disse...

Alunas: Fabricia dos Santos e Lenine de Jesus

Conformidade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Conformidade é um processo pelo qual as crenças ou comportamentos das pessoas são influenciados por outros dentro do grupo. As pessoas podem ser influenciadas através de processos sutis, mesmo inconscientes, ou por pressão social direta e aberta. A conformidade pode exercer efeitos bons ou maus sobre as pessoas, desde dirigir do lado certo da estrada até o abuso de drogas ou álcool.
A conformidade é um comportamento de grupo. Numerosos fatores, tais como tamanho do grupo, unanimidade, coesão, status, compromisso anterior e opinião pública ajudam a determinar o nível de conformidade que um indivíduo refletirá em direção ao seu grupo. A conformidade influencia a formação e manutenção de normas sociais.
Atendimento as especificações prometidas. Os compradores esperam que os produtos tenham uma alta qualidade de conformidade.

Jhu Oliveira disse...

Colegas, gostaria de compartilhar esse poema com vocês. Ele nos viajar...

Curriculum da Vida!!!
Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista, psicologo. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora(rs). Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas "são as mais dificeis de se esquecer".
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite pra fazer xixi e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade...
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência??? " Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência..." Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?? Não???
Talvez eles não saibam como é bom e prazeroso colher sonhos!"

Colegas, essa poema de Félix Coronel, muito lindo!! Faz a gente recordar, sorrir e se emocionar de coisas que fizemos ao longo de nossas vidas!! Dúvido que vocês não tenho se identificado com uma dessas experiências??
E assim me faz lembrar da nossa Psicologia Social, os assuntos, experiências, risadas, a troca de informacoes durante as aulas com nossa Carmedite!! Uau NOSSA!!!(rs).
Observar, perceber o outro, gostar ou nao, aceitar, odedecer, se coformar ou ser conformista? socializar nossas vidas, aprender a respeitar atitudes e comportamentos do outro, falar de amor, de ajudar ao proximo....dentre tantas outras coisas....experiências vividas por nós que ficarão para sempre!! Viva o Hoje!!!
Jhu Oliveira, B-jus

Taiane Leite disse...
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Taiane Leite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Taiane Leite disse...

Há um texto escrito por Roberto Crema que gosto muito e quero dividir com a turma, diz assim:

"Ninguém muda ninguém.Ninguém muda sozinho. Nós mudamos no encontro.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e o sentimento do outro.
Você já viu a diferença que existe entre as pedras que estão na nascente de um rio e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desgastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos bons ou ruins sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela Vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas que precisam ser desbastadas.
Faz parte...
Revezes momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo ainda, nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras cheias de excessos.
Os seres de grande valor percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar no seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois Deus fez a cada um de nós com um âmago muito forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de Amor.
Deus deu, a cada um de nós, a capacidade de amar... Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir lapidando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ser ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos estes sentimentos contraditórios e... os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: Atrite-se! Não existe outra forma de descobrir o Amor. E sem ele a Vida não tem significado!

(Continua no próximo comentário)

Taiane Leite disse...

Pude relacionar este belíssimo texto com as aulas de Psicologia Social ministrada pela professora Carmedite:

A psicologia social é definida por Aroldo Rodrigues como "o estudo das manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas."
Não podemos imaginar vivermos totalmente sozinhos neste mundo, isto porque, somos animais sociais, criaturas que se agrupam, dependem umas das outras física e psicologicamente durante toda a vida. Um relacionamento com outros seres humanos é uma necessidade à sobrevivência e ao bem-estar. Nós nascemos com a predisposição para nos tornarmos seres sociais e para isso, precisamos passar por vários processos de socialização que vão formando a nossa concepção de mundo. Portanto, tudo que se passa dentro de nós foi construído na sociedade, no encontro, na vivência com o outro.
A formação do conjunto de nossas atitudes (crenças, valores, opiniões) se dá no processo de socialização, quando nos tornamos membro de um determinado conjunto social, aprendemos seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento e nos apropriamos dos mesmos.
Concluímos que a vida humana é inevitavelmente uma vida de encontros, uma vida grupal de relação e interação com o outro!

Por: Taiane Leite e Jaditânia Araújo