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14 de abril de 2010

Socialização Primária e Secundária

Olá colegas,

Acabei de ler duas reportagens muito interessantes e percebi que dá um link legal com os assuntos que foram abordados em sala.
O primeiro penso que envolve Socialização Primária, Socialização Secundária, Comunicação.
Sabemos que a Socialização Primária é vivida na infância, no convívio com a familiar. E a Socialização Secundária é a que introduz o individuo que já passou pela socialização primária a um novo contato, onde o mesmo passa a viver realidades diferentes e conhecer pessoas diferentes.
Então, ao ler a reportagem - Creche: quanta coisa eles aprendem, da revista Nova Escola - ano XXV - nº231 - abril 2010, pág.42, percebi que as crianças estão a cada dia saindo do convívio dos pais (Socialização Primária) mais cedo, pois os mesmos têm que trabalhar o dia todo e acabam optando por deixarem seus filhos em creches (Socialização Secundária). A reportagem aborda como é o processo de acolhimento e de atividades dessas crianças de 1 e 2 anos de idade em uma instituição que fica em São José dos Campos/ SP.
Esse processo foi listado da seguinte forma:
1. Conhecimento e Imaginação = Exploração dos objetos e brincadeiras
2. Contato com a escrita = Linguagem oral e Comunicação
3. Domínio do Corpo = Desafios Corporais
4. O mundo para conhecer = Exploração do Ambiente
5. A construção da independência = Identidade e Autonomia
6. Expressão e Percepção Visual = Exploração e Linguagem Plástica
7. Produtores de música
Os pequeninos vão descobrir um mundo novo e como aprendem rapidamente é necessário que existam profissionais capacitados para acompanhar o seu desenvolvimento. A consultora em Educação Infantil e coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo, Beatriz Ferraz diz: Não se trata, por tanto, de escolarizar as crianças tão cedo, mas de apoiá lás em seu desenvolvimento.

Helenildes e Irisvone

Um comentário:

Patybom disse...

Neste semestre na II unidade, para o nosso aprendizado contamos com vários seminários, onde os temas são contemporâneos e nos remetem a uma reflexão crítica acerca das diversas realidades apresentadas. Um dos seminários tem como tema: Toda criança tem família: criança em situação de rua também, das autoras Simone Paludo, dos Santos; Silvia Helena Koller (Fundação Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil). Essas autoras buscaram descrever características das famílias de 17 jovens com idades entre 11 e 16 anos que viviam em situação de rua a partir das percepções dos mesmos. Entrevistas foram realizadas para constatar quais os fatores de risco que levam a saída desses jovens de suas casas. Chegando a conclusão a partir dos resultados que a existência de crianças e adolescentes na rua não implica a inexistência da família, nem mesmo a inexistência de vínculos com a mesma, foram também apontadas várias configurações de família, e nessas configurações foi possível verificar que a pobreza, a violência, os problemas sociais, afetivos e econômicos são os motivos que levam esses jovens para as ruas em busca de sustento familiar. Enquanto estudantes do curso de graduação de Serviço Social e os profissionais já atuantes devemos abraçar uma missão que contribua para que esses indivíduos sejam autores e não meros objetos do sistema capitalista, autores porque quando se desenvolve a consciência coletiva se coloca na condição de sujeito e cidadão, desenvolve a consciência de classe e mesmo na condição de explorados constrói o seu próprio caminho, sendo tudo isso possível através da atividade onde mantemos uma relação ativa com o mundo, transformamos o que as pessoas dizem, é a forma que o SER HUMANO modifica o mundo. É exatamente a proposta da Psicologia Social quando trabalho o conceito de ATIVIDADE, porque ela não quer entender porque as pessoas se conformam e sim fazer com que as pessoas se libertem, saiam da alienação através da atividade e essa atividade não é só ação e sim todo um pensar.
Bj Patrícia Bomfim