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14 de abril de 2010

Elaine e Rosemary

Revista: ISTOÈ

Psicologia N° Edição: 1723 | 09.Out - 10:00 | Atualizado em 08.Dez.09 - 07:51
ISTOÉ COMPORTAMENTO
Pesquisado por -Elaine e Rosemary

À flor da pele
Chorar e se estressar por qualquer coisa pode não ser frescura, mas sintomas de alta sensibilidade
Camilo Vannuchi
As mulheres sonham com homens sensíveis, capazes de se emocionar e compartilhar gentilezas. Os rapazes querem garotas delicadas e carinhosas. Se um homem ou uma garota não for sensível, não serve. Poucos sabem que a sensibilidade também é motivo de dor de cabeça. Em demasia, pode causar ansiedade, stress, irritabilidade, e transformar a vida dos sensíveis em uma sucessão de transtornos. É isso o que afirma a psicoterapeuta americana Elaine N. Aron, autora do livro Use a sensibilidade a seu favor (Ed. Gente), que acaba de ser publicado no Brasil. Primeira de uma série de quatro obras dedicadas ao tema lançadas nos Estados Unidos, a publicação investiga o que leva as pessoas a, por exemplo, se apavorar em locais barulhentos, chorar com facilidade ou colocar a mão na frente dos olhos diante de cenas de violência. Quem apresenta esse tipo de comportamento, segundo a autora, pode ser uma Pessoa Altamente Sensível (Highly Sensitive Person). O termo, cunhado por ela nos anos 90, é hoje bastante comum nos consultórios americanos. “Alta sensibilidade é característica de pelo menos 15% da população. O indivíduo processa as informações sensoriais de maneira mais profunda. Quando há estimulação intensa, o sistema nervoso sensível é esmagado. Isso pode alterar sua relação com o ambiente e com os outros”, explica Elaine.
Esmagado é uma boa definição para o sentimento que abate a estudante paulista Luisa Destri, 17 anos, sempre que escuta buzinas, alarmes de carro, ou quando ninguém atende o telefone. “Tenho vontade de jogar o aparelho no chão ou matar quem deixa o alarme disparar”, diz Luisa. Ela também se sente mal quando, em uma festa, a luz estroboscópica – aquela que pisca freneticamente – é acionada. “É como se eu ficasse tão incomodada que seria capaz de fazer qualquer coisa para fugir daquela situação”, conta. Dar valor excessivo a sons que outras pessoas não notam ou se sentir desconfortável com luz intensa são, segundo Elaine, sintomas comuns de alta sensibilidade. Da mesma forma, a possibilidade de sentir dor faz outras pessoas altamente sensíveis perderem as estribeiras. “Quando tinha nove anos, desmaiei durante um exame de sangue. Desde então, sempre que tenho de tomar vacina eu choro, faço um escândalo”, lembra Fernanda Sato, 17 anos, amiga de Luisa. Com o tempo, Fernanda percebeu que ir sempre ao mesmo laboratório a deixa calma. “Lá, a equipe já me conhece e me deixa tomar vacina deitada para prevenir um eventual desmaio”, conta Fernanda.
Aprender a superar as intempéries do ambiente e a driblar situações (e os comentários) desfavoráveis – muitas vezes causadas por parentes, colegas e professores – faz parte do manual de sobrevivência das Pessoas Altamente Sensíveis. Não raro, elas cresceram com a pecha de bebês chorões, crianças chatas e adolescentes tímidos. “Como a alta sensibilidade é uma característica natural, é errado e impossível querer eliminá-la. Mas os psicanalistas podem ajudar a desenvolver estratégias para lidar melhor com o mundo”, diz Elaine. O estudante de direito Joaquim Mariano da Costa Neto, 24 anos, aprendeu na marra a superar o que Elaine chama de “desconforto social”, um eufemismo para a timidez, uma das demonstrações mais comuns de alta sensibilidade. Ele é do tipo perfeccionista, que supervaloriza a reação dos outros e fica magoado quando recebe uma resposta atravessada. “Às vezes fico remoendo durante um tempão. Outra vezes posso estourar e responder no mesmo tom, o que acaba sendo um alívio”, diz. Joaquim cursa direito no Largo São Francisco (USP) e já descartou qualquer possibilidade de encarar um júri com platéia lotada, como nos filmes americanos. “Hoje, convivo bem com meu jeito. Minha sensibilidade me faz pensar antes de falar. Sempre procuro imaginar o que os outros vão achar do meu comentário e tomo cuidado para não agredir ninguém. Até porque sei muito bem o que é se sentir mal por causa de uma crítica mal colocada”, explica.
Neurótico? Nada disso. Para Elaine, a alta sensibilidade é uma característica comum demais para ser encarada como uma neurose e também difere dela por ser inata, nunca resultado de um conflito ou de um trauma. “E, se por neurótico entende-se alguém afetado por sentimentos como ansiedade, depressão, irritabilidade ou timidez, minha pesquisa indica que isso só acontece com quem viveu uma infância difícil. Determinar que elas sofrerão problemas é o mesmo que dizer que pessoas de pele clara terão câncer de pele”, compara a psicóloga. Em outras condições, pessoas altamente sensíveis sabem aproveitar seus poderes natos, como a capacidade de apreciar obras de arte, intuir com facilidade e, por serem reflexivas e atentas, raramente cometer erros. Responda ao teste para saber se você também é altamente sensível.
Silene Palmeira/ Azenilda Santos

Álvaro, J. L. & Garrido, A. (2003). Psicología social perspectivas psicológicas y sociológicas. Madrid: McGraw-Hill/Interamericana, S.A.U.

O livro Psicología Social perspectivas psicológicas y sociológicas, escrito pelos professores José Luiz Álvaro e Alicia Garrido, é uma obra de grande importância, principalmente num momento em que a psicologia social no Brasil se expande e ganha novos e distintos olhares.
Poderíamos defini-lo como um manual introdutório, mas cometeríamos um equívoco ao limitá-lo a um trabalho que teria como propósito resumir e concentrar o conhecimento relativo a uma dada ciência ou arte. Os autores revisitam, através de um profundo cuidado histórico, as principais teorias que constituíram e constituem esse campo hoje delimitado como Psicologia Social. Essa visita se faz através de uma responsável preocupação ontológica, o que torna o texto um referencial básico para professores, alunos e profissionais que vêem na Psicologia Social um campo de atuação e de viabilização de seus estudos e de suas práticas.
Ao adotar o arriscado processo de reconhecer e posicionar-se frente a uma dupla origem da área – a psicologia e a sociologia – os autores desafiam e superam, com louvor, as possíveis críticas sobre o risco da constituição da dualidade e a penúria de uma concepção autônoma para a Psicologia Social, utilizando para isso uma análise criteriosa das teorias que a foram constituindo e lançando mão da contextualização das concepções epistemológicas e metodológicas que dominavam cada período histórico por eles abordado. Ainda que muitos discordem dessa paternidade (ou maternidade) compartida, o desenrolar do texto mostra a Psicologia Social como um variado território de intercessões que pode inclusive dar margem a um tratamento de 'psicologias sociais'. É, basicamente, a utilização do recurso de contextualizar historicamente a partir das concepções epistemológicas e históricas, que viabiliza a estruturação dos capítulos do livro. Essa trajetória, marcadamente histórica não se resume, porém, a uma abordagem linear - no sentido moderno do termo -, mas implementa a compreensão de uma multiplicidade de origens e de condicionantes para a constituição de um território tão fronteiriço entre duas disciplinas.
O livro inicia sua análise no contexto onde a psicologia e a sociologia reivindicam seu estatuto de autonomia frente à filosofia. O processo de independência e consolidação dos dois conhecimentos levou os autores a utilizarem o recurso "geográfico" do surgimento das ciências sociais para explicar a constituição da Psicologia Social; ou seja, o acento é posto no contexto social e cultural onde nasciam as idéias. Essa forma de abordagem é diferente da adotada nos demais capítulos, onde a explicação lança mão do conhecimento teórico proveniente tanto da psicologia como da sociologia, já suficientemente constituídas no espaço do saber científico.
O marco do surgimento da psicologia como disciplina independente é ratificado pelo lançamento dos dois primeiros manuais An introduction to Social Psychology, do psicólogo William McDougall, e Social Psychology: An Outlineand a Source Book, do sociólogo Edward Ross. Nesse momento os autores têm a preocupação de não vulgarizar sua percepção da dupla constituição da Psicologia Social, apelando apenas para a origem dos autores nas duas diferentes disciplinas, pois lançam as bases da construção das idéias aí contidas num considerável apanhado epistemológico. Apontam em McDougall as influências da Völkerpsychologie de Wundt, além da Psicologia da Gestalt – Wertheimer, Kofka e Kohler e do Condutismo de Watson e em Ross as influencias da teoria social através de autores como Weber, Simmel e Cooley. É também nesse apartado do livro que, ao meu ver, fica denotada a importância - talvez não suficientemente explorada em boa parte das escolas brasileiras – do interacionismo simbólico e da obra de George Mead, naquela que é por muitos apontada como a mais sociológica das teorias psicológicas ou mais psicológica das teorias sociológicas.
Na seqüência do texto, ao relevar o domínio do positivismo lógico - fundamental na tese da unidade da ciência - poderia haver margem para pensar a aproximação entre as duas vertentes, mas fica claro que o impacto desse domínio teve distinta conotação nos espaços psicológico e sociológico. Na sociologia americana desenvolveu-se o funcionalismo estrutural com forte influência de Talcon Parsons, enquanto na Europa, sob a influência marxista, houve a configuração da Escola de Frankfurt. Na psicologia, por outro lado, havia uma forte influência do condutismo. No entanto, a psicologia social pareceu relativamente imune à influência hegemônica do condutismo, considerada a corrente mais representativa do "neopositivismo".. A dificuldade em considerar uma explicação do comportamento social isenta dos desígnios da consciência ou dos processos mentais superiores foi o que propiciou uma forte influência da Psicologia da Gestalt, representada principalmente através do pensamento de Kurt Lewin e seus estudos sobre os comportamentos grupais; e também dos trabalhos de Vygotski sobre a gênese cultural da consciência, embora de uma forma muito discreta e quase marginal. Fica claro na observação feita pelos autores que a influência psicológica nos estudos da Psicologia Social parece mais representativa nesse período - a diferença do período anterior onde a sociologia parece haver dominado – e isso é explicado pela maior adaptabilidade da psicologia aos princípios do positivismo lógico. A influência positivista também serve de explicação para a perda de relevância do interacionismo simbólico, por esse não se adequar ao modelo de cientificidade dominante.
No transcurso dessa história da Psicologia Social percebe-se a preocupação no texto em recorrer constantemente a uma análise da filosofia da ciência, para com isso compreender a repercussão, na configuração da psicologia social, das transformações ai operadas. A crise do positivismo lógico e a conseqüente revisão dos pressupostos que constituíam o suporte da análise da atividade científica possibilitaram, a partir da década de 1970, o acolhimento de diferentes propostas já não tão fiéis às crenças na atividade racional, na objetividade e na existência de um único método a ser seguido pelas "ciências". Os determinantes históricos e sociais começavam a ter relevância no desenvolvimento da atividade científica. O texto ressalta ainda que a crise do positivismo lógico teve também sua repercussão na sociologia da ciência, de forma especial com a contribuição do pensamento de Kuhn, destacando a consideração dos métodos de validação do conhecimento científico ao lado dos fatores históricos e sociais. A crise da Psicologia Social sofrida no princípio dos anos 1970, conseqüência da crise das ciências sociais como um todo, acabou constituindo-se em um espaço potencialmente aberto a novas contribuições do pensamento. Na psicologia deu-se a relevância das correntes que iriam questionar a adequação do método científico, numa alusão clara à prisão a que estiveram submetidas quando do domínio do positivismo lógico. Entretanto, como destaca o texto, no território da psicologia elas não ficaram restritas a isso, como bem comprovam as perspectivas trazidas com a cognição social, e também contribuições sobre as relações intergrupais e sobre as representações sociais, através de nomes como Tajfel e Moscovici, respectivamente. No território sociológico, os autores destacam o ressurgimento do interacionismo simbólico com Stryker, a teoria da estruturação de Giddens, a teoria da figuração de Elias e o construtivismo estruturalista de Bourdieu.
O percurso histórico desenvolvido pelos autores deixa claro que a proposição sobre a autonomia de uma disciplina, ancorada numa divisão e distinção com outras disciplinas - herança talvez da lógica científica que dominou parte do século XX –, tem na Psicologia Social uma limitação lógica, tratada nas palavras dos próprios autores.
"A psicologia, cuja pretensão inicial foi o estudo científico da mente, teve que assumir de súbito que a mente humana não surge nem se desenvolve num vazio social, se não que é produto da interseção da pessoa dentro de uma coletividade. O mesmo se pode dizer da conduta individual. A sociologia, por sua parte, que surgiu com a pretensão de converter-se no estudo científico da sociedade, tampouco pode ignorar em suas análises a existência de fatores psicológicos ou individuais que influem no comportamento social". (Álvaro & Garrido, 2004, p. 7). [Tradução livre]
Ora, a Psicologia Social é o espaço de interseção entre essas duas premissas. Pensar o indivíduo separado da sociedade ou a sociedade sem os indivíduos é um exercício de impossibilidade ou de vazio da realidade.
A forma como as idéias estão colocadas no texto permite uma assimilação do que pretendem os autores, ou seja, lançar mão das premissas epistemológicas e metodológicas para dar sentido à Psicologia Social. O livro mostra a cara das diversas teorias que desvelam o espaço da Psicologia Social e - o que é um aditivo - mostra também a cara – literalmente – dos teóricos que as preconizam. É sem dúvida uma mostra de trabalho sério e de qualidade realizado pelos professores Álvaro e Garrido. Um convite àqueles que queiram desvelar também sua vinculação com a Psicologia Social, seja na perspectiva psicológica, seja sociológica ou na independente.

13 de abril de 2010

Celeste e Joselia Paixão

Na busca de algo que pudesse contribuir para o nosso aprendizado em Psicologia Social trazemos um artigo, "A Psicologia Social no Brasil: um pequeno resgate" nos chamou bastante atenção. É parte desse texto que partilhamos (eu e Joselia Paixão) agora com vocês . O artigo completo será enviado para o email da turma. Apesar de extenso, são 10 páginas, acredito que irá contribuir cada vez mais para ampliar nosso conhecimento.

“Nessa rápida trajetória da Psicologia Social que vamos traçar é imperativo saber que compreender o processo de sua construção histórica significa abrir caminhos para que seja possível aprender, questionar e transformar os princípios que fundamentam o pensamento psicológico. Uma vez que o homem se encontra em constante movimento, sua construção ocorre de forma sempre contínua, influenciado que é pelas diversas mudanças por que passa no contexto em que está inserido, sejam elas mudanças de ordem histórica, política, econômica, social ou cultural (JURBERG, 2000; KAHHALE; ANDRIANI, 2002).”

Keilane

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Mcgran-hill do Brasil, 1983.

A conformidade é uma mudaça de comportamento e/ou atitudes que resulta de uma pressão real ou imaginária de um grupo. Há uma diferenciação entre compotamento conformista a atitude conformista.

- Comportamento = obediência
- atitude = aceitação

Existem quatro modelos possiveis de conformidade:

1- Obediência e aceitação - Quando aceitamos a pressão do grupo sem questionar;

2- Obediência sem aceitação - Quando obedecemos a pressão do grupo, no entanto não concordamos com tal exigência;

3- Não obediência e aceitação - Quando não obedecemos a pressão do grupo, mas aceitamos para agradar a outrem;

4- Não obediência e não aceitação - Podemos simplesmente não obecer e não aceitar a pressão do grupo se julgarmos conveniente

Jaimara e Nelita

JAIMARA SOUSA E NELITA ARAÚJO


Psicologia: Reflexão e Crítica
Print version ISSN 0102-7972
PINHEIRO, Maria Isabel Santos et al. Treinamento de habilidades sociais educativas para pais de crianças com problemas de comportamento. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2006, vol.19, n.3, pp. 407-414. ISSN 0102-7972. doi: 10.1590/S0102-79722006000300009.
Este artigo descreve um programa de Treinamento de Habilidades Sociais para pais de crianças com problemas de comportamento. O programa, com duração de 11 semanas, apresentou, por meio de passos semanais seqüenciados, princípios da análise do comportamento para a prática disciplinar não-coerciva e modelos de habilidades sociais educativas para pais, com tarefas semanais de observar o comportamento do filho, estabelecer condições de aprendizagem e desempenho de comportamentos desejáveis (empatia, seguimento de instruções, independência etc.), expressão afetiva entre outros. Participaram do programa 32 mães e dois pais, com avaliações pré e pós-intervenção por meio de questionários de auto-relato e entrevistas. Os resultados mostraram redução significativa na freqüência e severidade de comportamentos importunos e/ou indisciplinados, conforme avaliação dos pais. Concluiu-se que o enfoque de habilidades sociais educativas para pais pode contribuir positivamente para o desenvolvimento de práticas disciplinares não-coercivas junto a essa clientela.

12 de abril de 2010

Adjaira e Ednice

Adejaira Santana e Ednice Sousa

Resumo

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. São Paulo: Mcgran-hill do Brasil, 1983.

O comportamento social em grupo acontece quando as pessoas se reúnem, sejam em família, com amigos, na Igreja, no trabalho ou no meio social, esses grupos possuem normas e padrões que são estabelecidos pelos membros ou líder. Os seres humanos não conseguem viver sem normas, pois, quando isso acontece, eles logo criam suas próprias normas. Por já serem inseridos em padrões e normas torna-se um sacrifício para os seres humanos adaptar-se a novas normas. Muitas vezes difíceis de aceitar, sendo através de pressões que essas normas são respeitadas e cumpridas, impostas pelo líder ou membros do grupo. A pressão dentro do grupo gera conformidade e obediência, a conformidade é a mudança de comportamento ou atitude que acontece quando há uma pressão do grupo, ou seja, muitas vezes não concordando com o grupo a pessoa pode não ser aceita, por isso, muitas vezes a pessoa não concorda, mas aceita para ser inserido no grupo. A conformidade é boa ou má dependendo da necessidade do grupo, do contexto histórico. Quando falamos em obediência pensamos em conformidade, pois, quando obedecemos deixamos para trás nossos juízos pessoas, nossos valores e crenças. Significa abrir mão de algo em que acreditamos, é uma forma de mudar nossas idéias. Com ou sem aceitação, toda obediência implica numa mudança pessoal.

Frase para reflexão:
“Seja você a mudança que deseja fazer no mundo”
Mahatma Gandhi

Ivana

Olá, meninas quero compartilhar com vocês, um texto bacana e engrandecedor que encontrei na internet.
OLHAR DE UM GARI
Fernando Braga da Costa


O psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da " invisibilidade pública'.
Em algumas de suas citações o psicologo Fernando Braga, constatou que ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisiveis", sem nome.
Diz o psicologo: sentir na pele o que é ser tratado como objeto e não como um ser humano, "professores que me abraçavam nos corredores sa USP, passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas , seguiam me ignorando, como se tivesse encostado em um poste".


TÍTULO: Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social-AUTOR Fernando Braga-EDITORA Globo


http://www.arvore.com.br/entrevista/en2003


IVANA FRANÇA:
Neste relato de Fernando Braga, percebi o "Encontro Social", a percepção que Fernando tiverá daquelas pessoas, e a impressão que tiveram dele; a comunicação que não houve, devido sua posição socioeconomica na sociedade ; atitudes ,valores conquistado nessa experiência; papel social desempenhado por Fernando enquanto gari; trocou de identidade, "descobrindo que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria exitência", explica o pesquisador.

De Cristina Paula

Verifiquei uma pesquisa muito interessante de alunos de Psicologia da UNIJORGE, acerca da influência da Universidade da Terceira Idade na vida do idoso, e gostaria de expor meu resumo:
A instituição pesquisada UATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) está localizada dentro do campus da UNEB (Universidade Estadual da Bahia) e inclui o idoso a partir de 50 anos de idade, com atividades diversificadas, resgatando a cidadania através da socialização e proporcionando melhor qualidade de vida. Tem uma equipe composta por Pedagogos, Assistentes Sociais, Psicólogos, Nutricionistas, Enfermeiros, etc. Através de oficinas teóricas, expressões corporais e trabalhos manuais, desenvolvem habilidades conforme a capacidade de cada um. O ato de envelhecer envolve mudanças significativas na vida dos idosos, e muitos sofrem um processo de exclusão social, com total isolamento. A velhice é rotulada pela sociedade como uma fase de decadência, com perdas de papéis sociais expressivos, com o idoso estigmatizado como incapaz e doente, enfim, um problema para os familiares. É de fundamental importância que o idoso tenha acesso a serviços de qualidade, favorecendo um envelhecimento melhor com ampla integração de fatores sociais, comportamentais e políticas de incentivo, além do grande avanço alcançado com o Estatuto do Idoso, assegurando os seus direitos, pois a UATI tem a finalidade de proporcionar melhor qualidade de vida. Como o envelhecimento gera o isolamento do idoso, a UATI tem o propósito de integração, socialização, desenvolvimento e informação, gerando um envelhecimento saudável formando assim, novos papéis do idoso na sociedade. Constatou-se uma elevação na auto-estima do idoso, o qual é rotulado de inativo, incapaz e sem perspectivas de vida. O acesso do idoso a faculdade é uma forma de inclusão, trazendo mudanças no seu bem-estar cotidiano e nos relacionamentos sociais. A instituição pesquisada intenciona a socialização, inclusão e cidadania dos idosos, com a completa satisfação e reconhecimento dos mesmos, afirmando assim, seu papel como instituição de ensino na vida dos idosos. Através de oficinas teóricas, expressões corporais e trabalhos manuais, a instituição efetiva seu método de ensino, com um ensino eficaz que abrange a Psicologia do envelhecimento, Saúde da terceira idade, Valorização do idoso na família, dentre outros. A finalidade não é avaliar o aluno através de notas, mas fazer com que o idoso alcance o seu potencial máximo, aprendendo sobre os seus direitos e deveres na sociedade. De acordo com a pesquisa, o mais importante para os idosos dentro da universidade é a socialização, pois eles se relacionam com pessoas diversas, fazem novos amigos, conversam, debatem, tornam-se membros da comunidade, assimilando a cultura que lhe é própria .

Pesquisa completa através do site: www.psicologia.com.pt (portal dos psicólogos)
Documento produzido em 26/12/09: A INFLUÊNCIA DA UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE NA VIDA DO IDOSO

Bjs,

Cristina Paula

By Patricia Bomfim

Neste semestre de forma bem criativa e dinâmica, com didática e metodologia comprometida com o sucesso do aprendizado, a nossa docente Carmedite Moreira, trabalhou com textos como:
BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A Construção Social da Realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1985.
BRAGHIROLLI, E. et AL. Psicologia geral. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.
O que nós alunas do 5º semestre de Serviço Social aprendemos sobre Psicologia Social:
É possível afirmar que a Psicologia Social estuda a interação social, se interessa pelas manifestações comportamentais que se dá a partir das interações sociais. Para que essa interação social aconteça é preciso que haja o encontro social, ocorrendo, portanto a percepção social, que é perceber o outro, e vamos criando as impressões, atribuindo valores, qualificando o outro. Logo existe a comunicação, onde se tem o transmissor, a mensagem e receptor, codificamos e decodificamos as mensagens, a comunicação não é apenas de código verbal, pode se dá pelas expressões de rosto, gestos, movimentos, desenhos e sinais. As atitudes por sua vez, são valores, crenças, modo de pensar e reagir, atitude não é ação, não é comportamento ela apenas predispõe uma determinada ação e quando conhecemos determinadas atitudes de certas pessoas imaginamos como essas pessoas poderão ou não se comportar, as atitudes podem mudar de acordo com as informações, conhecimentos que vamos adquirindo, e através da interação com outros indivíduos. A socialização é o processo pelo qual o indivíduo se insere na sociedade desde o seu nascimento, onde se tem a socialização primária e a socialização secundária. Todo ser humano faz parte de grupos sociais, que são pequenas organizações, uma pluralidade de indivíduos que possuem interesses comuns, envolvendo vínculos. Vamos, portanto desempenhando papeis sociais que são os comportamentos que a sociedade determina para cada um deles, ou seja, é o comportamento esperado da pessoa que ocupa uma determinada posição ou status na sociedade, sendo importante seu estudo para compreender o comportamento, pois existe uma tendência de corresponder às expectativas dos outros a nosso respeito.
Encerro com uma música de Vinícius de Moraes que para mim propõe o encontro com o outro, a participação social (interação social).
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Bjos
Patrícia Bomfim

Texto de nossa colega Eugênia

Olá, galera!
Considerei interessante ressaltar o que vivi com algumas colegas no XXXII ERESS/2010, no último período de 01 à 04 de Abril,comprendendo a região 3(Alagoas,Bahia e Sergipe), sediado na Faculdade de Educação-FACED. A comissão organizadora composta por membros dos três estados, participou de um "embate" durante todo o encontro com outros estudantes, alguns visivelmente de Alagoas,passando para plenária que o motivo de toda aquela confusão era de interesse particular,e de disputa por espaço e poder. Analisando do ponto de vista da velha psicologia social, descrevo o observável neste encontro social(grupo), onde pudemos notar alguns elementos aos quais já estudamos como: atitutes, comportamentos,os papéis sociais,as impressões e percepções dos que nunca participaram de um encontro como este,as posições,status e outros elementos, pois,esperavamos que os acontecimentos ocorressem de uma maneira diferente daquela. Já com a nova Psicologia Social,todos os fatos contribuirão para a constituição e desenvolvimento da subjetividade, buscaríamos assim compreender por que essas pessoas agiram daquela forma.O homem como ser social, ser de relações sociais está em permanente movimento, e consequentemente essa nova situação provocara o início de processo de tranformação.
Portanto, o homem enquanto ser social, produtor da realidade social e de si mesmo, traz esses elementos como referência para esta nova Psicologia Social.
Espero que mesmo com os acontecimentos, os participantes tenho sabido aproveitar ao máximo esse encontro, podendo avaliá-lo de forma crítica e construtiva.